Um intenso confronto ocorreu na noite de 07 de outubro, quando o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) se deparou com um grupo de quatro criminosos bolivianos, que estavam envolvidos na morte de um policial na Bolívia. Os criminosos foram mortos durante a ação policial em uma área de mata fechada próxima ao Rio Coxim.
Esses indivíduos estavam associados a um avião que foi interceptado pela Força Aérea Brasileira (FAB) em 31 de julho. O avião, classificado como suspeito devido a irregularidades, tinha ingressado no espaço aéreo brasileiro sem apresentar plano de voo e sem comunicação com os órgãos de controle de tráfego aéreo.
Após a identificação de irregularidades, a FAB acionou dois caças A-29 Super Tucano para monitorar a aeronave. Durante a interceptação, o piloto ignorou as ordens para pousar, levando à adoção do Tiro de Detenção (TDE), que consiste em disparos de advertência. A aeronave foi forçada a realizar um pouso em uma pista improvisada entre os municípios de São Gabriel do Oeste e Camapuã, mas ao chegarem ao local, os policiais encontraram o avião abandonado.
Uma semana depois, a patrulha do Bope foi atacada a tiros de fuzil, levando ao confronto que resultou na morte dos quatro criminosos, sem que nenhum policial fosse ferido. O único suspeito identificado até o momento é o narcotraficante boliviano José Mariano Paes, um dos mais procurados no país vizinho.
Investigações em andamento indicam que o avião interceptado pode ter sido utilizado para retirar integrantes do grupo armado que promoveu uma série de ataques violentos em San Matías, na Bolívia, entre os dias 29 e 30 de julho. Esses ataques resultaram na morte de várias pessoas, incluindo um segundo-tenente da polícia boliviana.
Opinião
Esse confronto evidencia a crescente tensão na fronteira e a necessidade de ações mais rigorosas contra o crime organizado.





