O CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, defendeu que a taxa básica de juros, a Selic, no Brasil deve permanecer em um dígito. Em uma entrevista à GloboNews, o executivo argumentou que a taxa elevada contribui para o aumento da inadimplência no país.
Atualmente, a Selic está em 14%, o menor nível desde março de 2025, após o Copom ter reduzido a taxa em 0,25 ponto percentual pela quarta vez consecutiva. Maluhy Filho destacou que um patamar mais baixo de juros favorece a sustentabilidade da carteira de crédito, permitindo que as famílias façam escolhas financeiras mais saudáveis.
Inadimplência e Endividamento
Os dados do Banco Central revelam que a inadimplência no Sistema Financeiro Nacional atinge 4,7%, enquanto a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) mostra que 80,4% das famílias estão endividadas. A situação é crítica, com a dívida acumulada das famílias representando quase metade da renda dos últimos 12 meses.
A fala de Maluhy Filho ocorre em um momento de incertezas econômicas, onde o Copom tem adotado um tom cauteloso em suas decisões. O ciclo de altas da Selic começou no final de 2024, e o recorde histórico da taxa foi de 45% ao ano em 1999, durante a política de metas para a inflação.
Opinião
A defesa de uma Selic em um dígito pelo CEO do Itaú reflete a preocupação com a saúde financeira das famílias e a necessidade de um ambiente econômico mais favorável para investimentos.





