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Dario Durigan afirma que dívida pública preocupa, mas nega descontrole fiscal

Dario Durigan afirma que dívida pública preocupa, mas nega descontrole fiscal

O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que o crescimento da dívida pública brasileira é motivo de preocupação, mas negou que o país esteja enfrentando um cenário de descontrole fiscal. A afirmação foi feita em meio ao lançamento de um pacote eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva que ultrapassa R$ 280 bilhões em estímulos.

Durigan ressaltou que, apesar da necessidade de atenção em relação à projeção da dívida para os próximos anos, o governo já está implementando ajustes fiscais por meio de bloqueios e cortes orçamentários. “O que aparece como preocupante é a projeção para a dívida para frente. Sei lidar com o fiscal de forma melhor, fizemos um ajuste de dois pontos do PIB”, afirmou durante uma entrevista.

A equipe econômica, segundo Durigan, está comprometida com o ajuste fiscal, embora as contas públicas ainda apresentem déficits. Ele destacou que o governo está focado em mais de 15 iniciativas econômicas voltadas para famílias de baixa e média renda, incluindo desonerações tributárias e facilitação de crédito, em um momento em que o endividamento dos brasileiros atingiu 82% em julho e a inadimplência alcançou 29,8%.

Desafios e Perspectivas

O ministro também mencionou as dificuldades relacionadas à rolagem da dívida pública, onde novos títulos são emitidos para quitar os que estão vencendo. Ele observou que o Tesouro Nacional tem enfrentado resistência para vender papéis com juros reais próximos de 8% ao ano, um nível considerado elevado pelos investidores.

Apesar das dificuldades, Durigan reafirmou que não há crise fiscal e que o principal desafio consiste em reduzir os juros, atualmente em 14% ao ano, por meio de uma política fiscal mais robusta. Ele reconheceu que a situação das contas públicas impacta diretamente a taxa de juros, mas também citou fatores internacionais que influenciam o cenário econômico.

Opinião

A declaração de Durigan reflete um esforço do governo em tranquilizar a população sobre a saúde fiscal do país, mas a alta taxa de endividamento e a inadimplência ainda são questões que precisam ser abordadas com urgência.