A Allos registrou um lucro líquido de R$ 294 milhões no segundo trimestre de 2026, representando uma alta de 57,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse resultado foi impulsionado pelo aumento das receitas com mídia nos shoppings e desenvolvimento imobiliário, além da redução de despesas após medidas de eficiência adotadas pela companhia.
A receita líquida cresceu 11,6%, totalizando R$ 732,3 milhões. O Ebitda ajustado, que mede o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização, avançou 10,5%, alcançando R$ 525,3 milhões. A margem Ebitda recuou 0,7 ponto percentual, para 71,7%.
Destaques do Trimestre
Um dos principais destaques foi a Helloo, braço de mídia da Allos, que opera telas em shoppings e outros espaços comerciais. Em maio, um consórcio formado pela Helloo e pela Neooh venceu uma licitação da Aena para exploração de publicidade em telas de 17 aeroportos, incluindo o de Congonhas, em São Paulo. A demanda de anunciantes aumentou, especialmente devido à Copa do Mundo, resultando em um crescimento de 39,6% na receita de serviços, que totalizou R$ 115,9 milhões.
A receita de locação avançou 2,6%, para R$ 498,7 milhões, enquanto o faturamento de estacionamentos subiu 6,2%, alcançando R$ 132,8 milhões. Na linha de outras receitas, que inclui atividades imobiliárias, a Allos registrou R$ 30,9 milhões, cerca de seis vezes o valor observado um ano antes, impulsionado pela assinatura de escrituras relacionadas a um projeto em Uberlândia, em Minas Gerais.
Redução de Despesas e Desempenho Operacional
As despesas com vendas, gerais e administrativas caíram 5,6% na comparação anual, totalizando R$ 105,8 milhões. Contudo, o resultado financeiro ficou negativo em R$ 108 milhões, uma piora de 11,3% em relação ao segundo trimestre de 2025. A companhia encerrou o período com uma dívida líquida de R$ 3,7 bilhões e alavancagem de 1,7 vez.
No desempenho operacional, as vendas nos shoppings da Allos cresceram 3,4%, alcançando R$ 10,5 bilhões. Sem considerar o Shopping Tijuca, que foi afetado por um sinistro, a alta teria sido de 4,6%. As vendas nas mesmas lojas avançaram 2,4%, enquanto os aluguéis nas mesmas lojas cresceram 3,2%. A taxa de ocupação dos shoppings ficou em 96,2%, com um leve recuo de 0,2 ponto percentual. A inadimplência líquida dos lojistas caiu 0,5 ponto percentual, para 1,4%.
Opinião
Os resultados da Allos refletem uma gestão eficiente e um mercado em recuperação, destacando a importância de inovações e estratégias de mídia.





