Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato do Partido Novo à Presidência da República, criticou a blindagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante uma sabatina realizada em 06 de agosto de 2026 na GloboNews. Zema, que tem utilizado vídeos satíricos nas redes sociais para atacar o grupo que chamou de “intocáveis”, destacou a necessidade de uma reforma profunda no Judiciário.
Durante a sabatina, a jornalista Andréia Sadi questionou Zema sobre a possibilidade de seu governo enfrentar uma crise institucional ao manter a proposta de “combater os intocáveis”. Em resposta, Zema afirmou: “Acho que o que eles fizeram depõe contra o Supremo e depõe contra o Brasil”.
O pré-candidato também mencionou os escândalos recentes envolvendo aliados e familiares de Lula, ressaltando que ele próprio responde a uma ação por calúnia movida pelo ministro Gilmar Mendes após suas críticas. “Parece-me que estamos em um regime de exceção no Brasil, onde não se pode fazer sátira”, disse Zema.
Rejeição de Jorge Messias no Senado
Em outro ponto da sabatina, Zema comentou a rejeição de Jorge Messias pelo Senado para uma vaga no STF, ocorrida em 29 de abril de 2026, onde Messias recebeu 42 votos contrários e 34 favoráveis. Essa rejeição, segundo Zema, é um sinal de mudança na relação entre os Poderes e impôs uma derrota política ao governo Lula.
Mudança na escolha de ministros do STF
Entre suas propostas, Zema defendeu que a indicação de ministros do STF não deve ser exclusiva do presidente da República. Ele sugeriu que essa escolha deveria ser feita a partir de uma lista tríplice elaborada por entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público.
Opinião
A crítica de Zema à blindagem de Lula e ministros do STF reflete uma insatisfação crescente com a atual estrutura do Judiciário e suas relações políticas. A proposta de reforma no Judiciário pode ser um ponto central em sua campanha.





