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Greve da CPTM afeta 1 milhão e causa congestionamento histórico em SP

Greve da CPTM afeta 1 milhão e causa congestionamento histórico em SP

A greve dos ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que começou em 4 de outubro de 2023, paralisou as linhas 11, 12 e 13, afetando diretamente mais de 1 milhão de pessoas na Grande São Paulo. A situação se agravou com o trânsito, que ultrapassou os 2 mil km de congestionamento na capital paulista.

Os trabalhadores reivindicam a revisão do processo de privatização das linhas, que foi efetivada em julho de 2023. A falta de trens fez com que muitos passageiros, como a vendedora Dalila dos Santos, buscassem alternativas, resultando em longas esperas e atrasos significativos. “Provavelmente vou passar duas horas dentro de um ônibus”, lamentou Dalila, que chegou ao trabalho com mais de uma hora de atraso.

Impacto no Trânsito

Com as plataformas lotadas e a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade paralisada, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou congestionamentos que chegaram a superar os 2 mil km no período da manhã. Embora as linhas 7-Rubi, 10-Turquesa, 8-Diamante e 9-Esmeralda estivessem operando normalmente, a situação nas linhas afetadas gerou um caos sem precedentes.

Medidas do Governo

Em resposta à crise, o governo de São Paulo implementou um plano de contingência, que incluiu o reforço no Metrô e a disponibilização de 128 ônibus para atender os usuários dos trens. Além disso, a prefeitura decidiu cancelar o rodízio de carros no dia da greve, buscando minimizar o impacto no tráfego.

Opinião

A situação atual evidencia a necessidade urgente de uma solução para os problemas enfrentados nas linhas da CPTM, que afetam diariamente a mobilidade de milhões de paulistanos.