A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) enfrenta uma greve iniciada a partir da meia-noite de 03/08/2026, envolvendo os trabalhadores das linhas 11, 12 e 13. A decisão foi aprovada em assembleia pelo Sindicato dos Trabalhadores(as) em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, que reivindica a revisão do processo de privatização das linhas, concluído em julho deste ano.
A privatização foi temporariamente suspensa após um incêndio que ocorreu na primeira semana de atividades da empresa Trívia, que assumiu a concessão. Os trabalhadores, que somam cerca de 4 mil afetados, buscam garantias de emprego e criticam a privatização, que consideram pouco transparente e prejudicial aos interesses dos paulistas.
Contexto da Privatização
O governador Tarcísio de Freitas defende a concessão como essencial para a expansão e modernização do atendimento na região metropolitana, considerando-a um modelo para futuras concessões em outros serviços públicos. No entanto, o movimento grevista, que já havia sido antecipado há duas semanas, não afetará as demais linhas de trem paulistas, conforme informado pelos representantes dos trabalhadores.
Reivindicações dos Trabalhadores
Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão o cancelamento da privatização e a garantia de emprego para os funcionários afetados. A mobilização surge em um contexto de insatisfação com a falta de transparência no processo de concessão e as consequências que isso traz para a categoria.
Opinião
A greve dos trabalhadores da CPTM destaca a tensão entre os interesses do governo e os direitos dos trabalhadores, levantando questões importantes sobre a transparência nas privatizações.





