A Petrobras anunciou um aumento de 1,9% no preço do querosene de aviação (QAV), o que representa um acréscimo de R$ 0,09 por litro, com entrada em vigor no dia 1º de agosto de 2026. O reajuste ocorre após dois meses de reduções significativas, onde o preço do QAV caiu 14,46% em julho e 14,2% em junho de 2026.
O preço do QAV é revisado mensalmente pela Petrobras, e essa recente alta pode impactar diretamente o valor das passagens aéreas, uma vez que o QAV compõe uma parte crescente dos custos operacionais das companhias aéreas. Apesar de a Petrobras não vender o combustível diretamente para as empresas aéreas, o aumento tende a ser repassado ao consumidor final.
Historicamente, o preço do QAV tem mostrado oscilações significativas. Em abril de 2026, durante o pico da guerra no Oriente Médio, houve um aumento abrupto de 54,63%. Para mitigar os impactos de aumentos e quedas, a Petrobras permitiu que os clientes parcelassem o reajuste, uma prática que poderá ser aplicada novamente.
Reação do Governo
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está atento ao impacto desse aumento sobre o preço final das passagens. O Ministério de Portos e Aeroportos enviou um pedido ao Ministério da Fazenda para prorrogar a desoneração de PIS/Pasep e Cofins sobre o QAV até 31 de dezembro de 2026. Essa desoneração, que proporciona uma economia de R$ 0,07 por litro, foi criada temporariamente no final de maio e visa conter novos aumentos nas passagens, especialmente em um período eleitoral.
Com a proposta em análise, o governo busca evitar que o aumento do preço do QAV afete diretamente o bolso dos passageiros nas vésperas das eleições deste ano.
Opinião
A oscilação nos preços do querosene de aviação reflete a instabilidade do mercado global e a necessidade de medidas eficazes para proteger os consumidores e o setor aéreo.





