Agosto lilás começou de forma trágica em Mato Grosso do Sul. Rose Batista Cabreira, de 41 anos, foi encontrada morta na manhã do dia 2 de agosto na estrada vicinal Pedreira, que dá acesso à aldeia Jaguapiru, em Dourados, a aproximadamente 216 quilômetros de Campo Grande.
Segundo informações da Polícia Civil, o crime é possivelmente um feminicídio, uma vez que os principais suspeitos são o marido da vítima e a ex-esposa dele, que já foi presa. Este caso marca o terceiro feminicídio registrado nas últimas 48 horas, em um mês que é dedicado à conscientização sobre a violência contra a mulher.
Detalhes do Crime
Os policiais militares foram acionados via 190 para atender uma ocorrência em uma estrada de terra próxima à Reserva Indígena Jaguapiru. Ao chegarem ao local, encontraram Rose com graves lesões provocadas por pauladas e facadas. A Polícia Científica e uma funerária também estiveram presentes para coletar evidências e realizar a perícia.
O corpo de Rose foi encaminhado ao Instituto Médico Odontológico Legal (IMOL), onde passará por exame de necrópsia antes de ser liberado para o velório e sepultamento. As circunstâncias que cercam o assassinato estão sendo investigadas pelas autoridades competentes.
Feminicídio: Um Crime Hediondo
O feminicídio é considerado um crime hediondo, definido como o assassinato de uma mulher em razão de seu gênero. A pena para esse crime pode variar de 20 a 40 anos de reclusão, sem possibilidade de fiança, sendo cumprida em regime fechado. Desde que se tornou um crime autônomo, o feminicídio é tratado de forma distinta do homicídio qualificado.
Dados da Secretaria de Estado e Justiça Pública (Sejusp-MS) indicam que, entre 1º de janeiro e 2 de agosto de 2026, 19 mulheres foram assassinadas em Mato Grosso do Sul.
Opinião
A crescente onda de feminicídios em nosso estado exige uma resposta imediata e eficaz das autoridades para garantir a segurança das mulheres e o fim da violência de gênero.





