Deixar o GPS do celular sempre ligado é um hábito comum entre usuários de mapas, aplicativos de transporte e serviços de entrega. Entretanto, especialistas alertam que essa prática pode ter consequências sérias, tanto para a bateria quanto para a privacidade dos usuários.
Impacto do GPS na bateria
Contrário à crença popular, manter a localização ativada não significa que o GPS está consumindo energia continuamente. De acordo com Dhiego Soares, presidente da GlobalTech, “o GPS em modo de espera consome menos de 1 miliwatt (mW), algo insignificante”. O consumo real acontece quando aplicativos, como Google Maps e Uber, solicitam a localização de forma constante e com alta precisão.
Riscos à privacidade
Os especialistas também destacam a necessidade de cautela ao conceder permissões de localização. Permitir que aplicativos acessem o histórico de deslocamentos, mesmo quando não estão em uso, pode resultar em vazamentos de dados sensíveis. Um exemplo recente ocorreu em junho, quando uma atualização do Instagram expôs a localização exata de usuários no Brasil. A Meta desativou a funcionalidade após o erro, mas o episódio ressalta a importância de revisar as permissões de aplicativos regularmente.
Quando desligar o GPS?
Os especialistas concordam que não existe uma regra única sobre o uso do GPS. No entanto, é recomendado desligá-lo em situações como:
- Quando o celular está com pouca carga;
- Em locais com sinal fraco, como túneis e subsolos;
- Após longos períodos em um mesmo lugar.
Além disso, é aconselhável ativar o GPS apenas durante o uso de aplicativos específicos, evitando o rastreamento contínuo, que pode alimentar perfis de publicidade.
Opinião
Rever as permissões de localização e entender o funcionamento do GPS são passos essenciais para garantir a segurança e a privacidade no uso de dispositivos móveis.





