Faltando pouco mais de dois meses para as Eleições 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforça a segurança das urnas eletrônicas, utilizadas há 30 anos no Brasil. O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, destacou que o sistema brasileiro é submetido a cerca de 40 etapas de fiscalização e auditoria, envolvendo órgãos públicos, partidos políticos, universidades e representantes da sociedade civil.
Valente enfatizou que, desde 1996, não houve nenhum caso comprovado de fraude nas urnas eletrônicas. “Acima de qualquer argumento técnico, nenhum se sobrepõe ao fato de que não temos, desde 1996, nenhum caso comprovado de fraude nas urnas eletrônicas”, afirmou.
Teste Público de Segurança e Código-Fonte
Uma das principais etapas de fiscalização é o Teste Público de Segurança (TPS), realizado em anos sem eleições, permitindo que qualquer brasileiro maior de 18 anos apresente propostas de ataques aos sistemas eleitorais. O objetivo é identificar vulnerabilidades. Valente destacou que o teste democratiza a validação da segurança do processo eleitoral, e qualquer cidadão pode participar, mesmo que não seja especialista em tecnologia.
O TPS já foi realizado oito vezes e gerou contribuições que melhoraram os sistemas da Justiça Eleitoral. Caso alguma fragilidade seja identificada, a equipe técnica do TSE implementa correções e convida os investigadores a verificar se os problemas foram solucionados antes do pleito.
Outra etapa importante é a abertura do código-fonte dos sistemas eleitorais, que fica disponível para análise um ano antes do pleito. Valente assegurou que não existem partes do código que sejam secretas ou não compartilhadas com as instituições fiscalizadoras, como o Congresso Nacional, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Polícia Federal.
Tensões com os EUA e Reunião com Embaixadores
No último sábado (25), o Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil confirmou a negativa de vistos a dois funcionários do governo dos EUA, o subsecretário do Departamento de Estado para a Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, Riley Barnes, e o subsecretário adjunto Samuel Samson. Essa decisão foi motivada pelo interesse do governo estadunidense em enviar representantes para monitorar as urnas eletrônicas, conforme reportado pelo The Washington Post.
O TSE agendou uma segunda reunião com embaixadores e representantes diplomáticos para o dia 17 de agosto, com o intuito de explicar o funcionamento das urnas eletrônicas e do sistema eleitoral brasileiro.
Opinião
A transparência e a segurança das urnas eletrônicas são fundamentais para garantir a confiança da população nas eleições, especialmente com o crescente escrutínio internacional sobre o processo eleitoral brasileiro.





