Uma nova resolução publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) estabelece a proibição da entrada de vendedores ambulantes nas escolas da Rede Estadual de Ensino (REE) de Mato Grosso do Sul. O titular da Secretaria de Estado de Educação (SED), Hélio Daher, afirmou que a medida tem como objetivo aumentar a segurança dos estudantes e prevenir possíveis ataques.
De acordo com a resolução, fica vedada a entrada de ambulantes, corretores, agentes, promotores de vendas, demonstradores de quaisquer bens e vendedores que não tenham autorização para atuar nas escolas. Daher explicou que a ação é um reforço às regras já existentes, visando garantir que apenas pessoas autorizadas possam acessar as dependências escolares.
Controle de Acesso e Segurança
A resolução também determina que os diretores das escolas serão responsáveis pelo controle de acesso, podendo utilizar mecanismos como livro de registro de visitantes, identificação visual e controle eletrônico. A permanência de pessoas estranhas às atividades educacionais durante o horário de funcionamento também é proibida, salvo autorização para participação em atividades pedagógicas ou administrativas.
Além disso, a medida proíbe que servidores públicos lotados na SED e nas unidades escolares realizem comércio de produtos ou serviços no local de trabalho, o que será considerado falta disciplinar.
Dados sobre Violência nas Escolas
Embora não haja registros de ataques em massa em Mato Grosso do Sul, o cenário nacional é preocupante. Desde 2001, foram registrados 42 ataques de violência extrema em escolas no Brasil, dos quais 27 ocorreram entre março de 2022 e dezembro de 2024, segundo o relatório Dados para um Debate Democrático na Educação (D³e).
Para aumentar ainda mais a segurança, a SED implementará um sistema de cadastro obrigatório e biometria facial para visitantes, que deverão se identificar ao acessar as dependências da secretaria.
Opinião
A proibição da entrada de ambulantes nas escolas é uma medida necessária para garantir a segurança dos estudantes, mas é crucial que as ações de prevenção sejam acompanhadas por um debate mais amplo sobre a violência nas escolas.





