O Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, declarou nesta quinta-feira que o Brasil não abandonará a mesa de negociação com os Estados Unidos. Uma nova rodada de conversas está prevista para ocorrer em agosto, com o objetivo de discutir a ampliação da lista de exceções ao tarifaço imposto por Washington.
Rosa enfatizou que a última reunião ocorreu em 14 de julho, antes do aumento das tarifas de 25% e 12,5% sobre produtos brasileiros. Durante essa reunião, ficou acordado que as partes voltariam a se reunir em agosto para avaliar a possibilidade de redução das tarifas e discutir o mérito da decisão americana.
Críticas ao tarifaço
O ministro não poupou críticas ao tarifaço do governo Trump, afirmando que os motivos apresentados para as tarifas são “falsos ou inexistentes”. Ele destacou a redução do desmatamento nos últimos anos e os compromissos do Brasil em relação à proibição do trabalho forçado, que foram utilizados como justificativas para as altas taxas.
Rosa ressaltou que não se deve minimizar o impacto das tarifas, mesmo que elas atinjam “apenas” cerca de 18% do que o Brasil exporta para os EUA. Ele também mencionou que o Brasil continuará a negociar enquanto houver tratamentos injustos a produtos como tilápia, carne suína e açúcar.
Compromissos do Brasil
O ministro afirmou que a Organização Mundial do Comércio (OMC) “faz muita falta” e que, apesar da crise no multilateralismo, o Brasil não se deixará desmotivar. Rosa citou o presidente Lula, que também acredita no poder de negociação do país, afirmando que o Brasil não sairá da mesa de negociação “por pior que seja o desaforo”.
Opinião
As declarações do ministro refletem a postura firme do Brasil em buscar soluções justas nas relações comerciais, mesmo diante de desafios impostos por tarifas elevadas.





