O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou a prorrogação do prazo para adesão ao programa Desenrola 2 até o dia 31 de agosto. Em meio a um cenário de endividamento crescente no Brasil, Durigan também descartou a possibilidade de uma nova versão do programa, que visa a repactuação de dívidas.
Durante uma entrevista à RedeTV!, o ministro destacou que o endividamento se agravou com a pandemia de Covid-19, tornando a política pública necessária. Ele afirmou: “O grande valor que eu defendo, o que eu quero com o programa Desenrola, é que as pessoas paguem as suas dívidas”. Durigan criticou as altas taxas de juros impostas pelos bancos e enfatizou a importância de uma redução.
Impacto do Desenrola 2
O programa já resultou em R$ 22 bilhões em renegociações, beneficiando cerca de 3,6 milhões de pessoas e reduzindo a dívida total de R$ 22 bilhões para R$ 4 bilhões. Este esforço surge em resposta a dados alarmantes do Banco Central, que indicam a existência de 9 milhões de inadimplentes no Brasil, além de 81,4 milhões de pessoas enfrentando dificuldades financeiras.
Contexto Econômico
Os dados do Serasa revelam que a população está cada vez mais no vermelho, com as dívidas acumuladas representando quase metade da renda das famílias nos últimos 12 meses. A Confederação Nacional do Comércio (CNC) também apontou que 81,6% dos entrevistados relataram possuir dívidas.
Durigan enfatizou que o Desenrola não deve ser visto como uma solução estrutural, mas sim como uma medida para lidar com problemas mais sérios. Ele minimizou o impacto da responsabilidade fiscal no endividamento das famílias, sugerindo que essa explicação é mais política do que econômica.
Opinião
A prorrogação do prazo para adesão ao Desenrola 2 é uma medida positiva, mas o governo deve buscar soluções mais duradouras para a questão do endividamento no Brasil.





