Economia

IBGE revela: conta de luz sobe 3,03% e inflação prévia é contida por alimentos

IBGE revela: conta de luz sobe 3,03% e inflação prévia é contida por alimentos

A conta de luz residencial no Brasil subiu 3,03% na primeira quinzena de julho, conforme dados do IBGE. Este aumento foi o principal responsável pela alta dos preços, impactando diretamente o orçamento das famílias.

Apesar da elevação nas tarifas de energia, a prévia da inflação, medida pelo IPCA-15, ficou em apenas 0,06% em julho, uma desaceleração em relação aos 0,41% do mesmo período em junho. A queda de 0,66% nos preços dos alimentos ajudou a conter essa alta, proporcionando um alívio nas compras do supermercado.

Impactos no Orçamento Familiar

O aumento na conta de luz foi influenciado pela cobrança da bandeira tarifária amarela e pelos reajustes autorizados em diversas cidades, como Curitiba, Porto Alegre, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Além disso, as tarifas de água e esgoto também subiram em algumas capitais, enquanto o gás encanado teve uma leve redução.

No setor de alimentos, a queda foi puxada por reduções significativas nos preços de itens como tomate (-19,95%) e batata-inglesa (-10,03%), embora alguns produtos, como cebola e pão francês, tenham apresentado alta.

Transporte e Saúde

Os gastos com transporte também foram afetados, com um aumento de 11,7% nas passagens aéreas devido aos reajustes do querosene de aviação. Em contrapartida, os preços da gasolina, etanol, diesel e gás veicular caíram, ajudando a aliviar os custos para motoristas.

Na saúde, os consumidores enfrentaram novos reajustes, com produtos de higiene pessoal subindo 0,28%, refletindo aumentos em perfumes e planos de saúde.

Inflação por Região

Entre as regiões analisadas, o Rio de Janeiro teve a maior inflação do mês, com 0,44%, enquanto Belém apresentou a menor inflação, com -0,22%, beneficiada pela queda nos preços da gasolina e do açaí.

Apesar da desaceleração em julho, a inflação acumulada no ano é de 3,51%, e nos últimos 12 meses, de 4,52%, levemente acima do teto de 4,5%% estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Opinião

O cenário econômico revela um dilema: enquanto os alimentos se tornam mais acessíveis, o aumento nas tarifas de energia e transporte pressiona o orçamento familiar.