A biometria será utilizada novamente nas eleições deste ano, com a tecnologia disponível em todas as seções eleitorais do Brasil. O objetivo é evitar fraudes e garantir a lisura do pleito. Contudo, é importante ressaltar que a biometria não é obrigatória para exercer o direito ao voto.
Os eleitores que tiverem o título regular poderão votar mesmo sem ter realizado o cadastro biométrico. Neste caso, será necessário apresentar um documento de identificação para acessar a urna eletrônica.
Dados sobre o eleitorado
O Brasil terá 158,7 milhões de eleitores aptos a votar em outubro, com o Estado de São Paulo concentrando 21,48% do eleitorado do país. A leitura biométrica pode ser repetida até quatro vezes caso a urna eletrônica não reconheça a impressão digital já registrada.
Se persistirem dificuldades, a mesa receptora de votos irá confirmar a identidade do eleitor por outros meios de verificação do cadastro. Se as informações coincidirem, o eleitor poderá assinar o caderno de votação ou registrar a impressão digital, caso não saiba assinar.
Histórico da biometria
A Justiça Eleitoral começou a utilizar os dados biométricos em 2008 para identificar os votantes, com a intenção de aumentar a segurança das eleições e evitar que uma pessoa vote no lugar de outra. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também pode detectar registros duplicados no cadastro eleitoral através do cruzamento de informações.
O cadastro biométrico para as eleições de 2026 foi encerrado em maio de 2023, e o TSE orienta que os cidadãos compareçam à Justiça Eleitoral após o pleito para realizar o cadastro, que inclui a coleta de fotografia, digitais de todos os dedos e assinatura do eleitor.
Opinião
O uso da biometria nas eleições é um avanço significativo para a segurança do processo eleitoral, mas sua não obrigatoriedade pode gerar confusão entre os eleitores.





