No Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, a ativista e pesquisadora Angela Davis foi uma das principais atrações da 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). O evento ocorreu no Sesc Caborê e contou com uma conversa mediada pela jornalista Flávia Oliveira.
Críticas à Gentrificação e Racismo Ambiental
Davis criticou a gentrificação e o racismo ambiental que afetam Paraty. “Queria falar sobre a gentrificação que está acontecendo em comunidades pobres aqui em Paraty. E também sobre o racismo ambiental”, destacou a ativista, enfatizando a preocupação dos jovens com o futuro do meio ambiente.
Importância da Luta Coletiva
A ativista ressaltou a importância da luta coletiva e do internacionalismo, mencionando que a experiência compartilhada entre os povos é fundamental. Ela ainda lembrou do conceito de Amefricanidade, criado pela ativista brasileira Lélia Gonzalez, e a necessidade de reconhecer a luta negra em conexão com a população indígena.
Contexto Atual e Desafios
Davis alertou sobre o crescimento do fascismo na política atual, afirmando que não se pode permitir que candidatos alinhados a essa ideologia sejam eleitos. Ela também abordou a redução da jornada de trabalho como uma forma de inclusão e acesso à cultura.
Reconhecimento e Inspiração
A ativista homenageou a escritora Conceição Evaristo, presente na plateia, e destacou a relevância de sua obra. Davis lamentou a ausência do convidado Wole Soyinka, que não pôde comparecer devido a problemas de saúde, e mencionou a importância de vozes como a de Evaristo na literatura brasileira.
Opinião
A participação de Angela Davis na Flip 2023 trouxe à tona questões urgentes sobre gentrificação, racismo e a luta por justiça social, reafirmando a relevância de vozes críticas na literatura e na política contemporânea.





