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Nova York e Medelín ensinam Brasil a combater violência com dados e inclusão

Nova York e Medelín ensinam Brasil a combater violência com dados e inclusão

O combate à violência é um desafio enfrentado por diversas cidades ao redor do mundo, e exemplos como os de Nova York e Medelín oferecem lições valiosas para o Brasil. A experiência nova-iorquina na década de 1990, sob a gestão do prefeito Rudolph Giuliani, implementou a estratégia de “tolerância zero” e introduziu o sistema CompStat, que revolucionou a abordagem policial.

Resultados de Nova York: uma queda drástica nos homicídios

Com o uso do CompStat, que exigia que os comandantes de batalhão prestassem contas sobre as áreas com mais registros de crimes, os homicídios em Nova York caíram de 2.245 em 1990 para 770 em 1998, uma redução superior a 60%. Essa transformação reposicionou a cidade como uma das mais seguras dos Estados Unidos.

Medelín: de cidade mais violenta a exemplo de inclusão

Na América Latina, Medelín era considerada a cidade mais violenta do mundo em 1991, com uma taxa de 381 homicídios por 100 mil habitantes. A partir de 2004, sob a liderança do prefeito Sergio Fajardo, a cidade implementou o plano Medelín la Más Educada, que focou em melhorar a infraestrutura e a educação nas áreas vulneráveis. Essa estratégia resultou em uma queda significativa, com a taxa de homicídios recuando para cerca de 20 por 100 mil habitantes na década de 2020.

Modelo Escandinavo: a reintegração como solução

Na Europa, o Modelo Escandinavo, adotado principalmente pela Noruega, demonstra que a reforma do sistema prisional é crucial. A Noruega, com foco em justiça restaurativa e normalidade, apresenta uma taxa de reincidência criminal de apenas 20% em dois anos, contrastando com os mais de 60% do Brasil, que enfrenta um problema de superencarceramento.

A luta contra a máfia na Itália

A Itália também se destaca por seu pioneirismo no confisco de bens da máfia, utilizando um sistema judicial especializado que combate organizações criminosas. Essa abordagem tem sido um modelo para outros países na luta contra o crime organizado.

Opinião

As experiências de Nova York e Medelín mostram que a combinação de dados, inclusão social e reformas no sistema prisional pode ser a chave para um futuro mais seguro no Brasil.