O Governo Federal decidiu não retomar a subvenção de R$ 0,35 ao diesel, mesmo diante do novo ciclo de alta no preço do petróleo, que atingiu US$ 100 devido ao aumento das tensões no Oriente Médio. A informação foi confirmada pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, durante a apresentação da avaliação do resultado primário do terceiro bimestre.
Subsidios em vigor
Apesar da decisão sobre a subvenção ao diesel, o governo continuará a oferecer o benefício de R$ 1,12 e prorrogou o subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina. Essas medidas em vigor custam cerca de R$ 6,7 bilhões por mês aos cofres públicos. A subvenção de R$ 0,35 foi retirada em 1º de julho, sob a avaliação de que a situação no Oriente Médio estava se estabilizando após um cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos.
Aumento da mistura de etanol
Além disso, o Ministério de Minas e Energia anunciou uma ampliação na mistura de etanol na gasolina, que passou de 30% para 32%, com validade de seis meses e possibilidade de prorrogação por até um ano. Essa medida, no entanto, está sendo questionada na Justiça pelo Ministério Público Federal (MPF).
Impactos do conflito no petróleo
Recentemente, os rebeldes houthis atacaram dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho, resultando em uma resposta militar da Arábia Saudita contra a cidade de Hodeida, no Iémen. Esses conflitos contribuíram para a escalada dos preços do petróleo, que não alcançavam esse patamar desde maio.
Opinião
A decisão do governo de manter certos subsídios enquanto descarta outros reflete a complexidade do cenário econômico e político atual, onde a volatilidade do preço do petróleo pode impactar diretamente a vida dos brasileiros.





