O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu nesta sexta-feira com seus principais assessores para avaliar se intensificará a ofensiva militar contra o Irã. A reunião ocorre em meio à retomada dos ataques entre Washington e Teerã e a poucos dias de um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, previsto para terça-feira.
Até o momento, nenhuma decisão foi divulgada. Trump afirmou a jornalistas que Washington tem mantido conversas com autoridades iranianas, mas reiterou que o Irã não está pronto para um novo acordo. “Estamos conversando com eles. Acho que estão levando isso a sério”, disse Trump, embora tenha enfatizado que isso não significa que um acordo será alcançado.
Rejeição ao cessar-fogo
A reunião de Trump também ocorreu após Teerã ter rejeitado a mais recente proposta americana de cessar-fogo, enviada por meio do primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaide. Sinais de disposição para retornar à mesa de negociações são escassos. Na quinta-feira, Trump mencionou em entrevista que considera um possível “ataque maciço” contra o Irã, mas não espera que Israel participe, devido ao risco de retaliações.
Conflito e ataques
Na madrugada de sexta-feira, forças americanas atacaram instalações e ativos militares iranianos, incluindo locais de armazenamento de drones, em uma operação destinada a reduzir ameaças à navegação no Estreito de Ormuz. Em resposta, o Irã lançou drones contra bases americanas no Bahrein, Jordânia e Kuwait, sem relatos imediatos de danos ou vítimas.
A Guarda Revolucionária iraniana alertou os moradores de países que abrigam forças americanas a permanecer a pelo menos 500 metros de edifícios suspeitos de alojar pessoal dos EUA. A intensificação dos combates está pressionando os mercados de energia, com o petróleo superando a marca de US$ 100.
Riscos regionais
Além disso, os houthis do Iémen ameaçaram expandir ataques na região, elevando o risco de interrupções em rotas comerciais. O grupo afirmou ter atingido dois petroleiros sauditas, confirmando um ataque contra um dos navios. Essa situação gera preocupações sobre a estabilidade no Mar Vermelho e suas implicações para o comércio marítimo global.
Opinião
A situação no Oriente Médio continua tensa, e as decisões de líderes como Trump podem ter consequências significativas para a paz e a segurança na região.





