O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) irá analisar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que cassou o mandato de Deltan Dallagnol, pré-candidato ao Senado em 2026. A questão central é se essa decisão também torna Dallagnol inelegível por oito anos.
Para esclarecer sua situação antes das eleições, Dallagnol protocolou um Requerimento de Declaração de Elegibilidade (RDE). No pedido, ele argumenta que o TSE apenas indeferiu seu registro de candidatura a deputado federal nas eleições de 2022 e cassou seu mandato em 2023, sem declarar inelegibilidade para futuras eleições.
Impacto da Decisão do TSE
A decisão do TSE, que ocorreu em maio de 2023, foi baseada em uma interpretação ampla da Lei da Ficha Limpa. Dallagnol foi o deputado federal mais votado do Paraná em 2022, tendo sua candidatura aprovada por unanimidade pelo TRE-PR. Contudo, uma ação da Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV, alegou que ele burlou a lei ao pedir exoneração do Ministério Público Federal enquanto respondia a investigações.
O TRE-PR inicialmente não viu impedimentos, mas o TSE reformou essa decisão e cassou o mandato de Dallagnol. Essa nova análise do TRE-PR poderá influenciar diretamente a candidatura de Dallagnol ao Senado nas eleições de 2026.
Retorno às Eleições
Após sua cassação, Dallagnol tentou um retorno nas eleições de 2024 como pré-candidato a prefeito de Curitiba, mas acabou apoiando Eduardo Pimentel (PSD), que venceu a eleição no segundo turno.
Opinião
A situação de Deltan Dallagnol levanta questões importantes sobre a interpretação da legislação eleitoral e suas implicações para candidatos futuros.





