O ex-ministro e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT-SP), declarou que negou encontros com o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro após revisar a situação financeira do liquidado Banco Master. Em entrevista ao canal My News, Haddad revelou que Vorcaro tentou se aproximar por meio de intermediários, mas não pelos canais oficiais do governo.
Segundo Haddad, a análise do balanço do Banco Master e informações negativas do mercado o levaram a não aceitar os pedidos de reunião. “Não tinha o que conversar com ele”, afirmou.
Investigações e ameaças
O ex-ministro também mencionou que os pedidos de audiência de Vorcaro passaram a incluir mensagens implícitas de que a situação do país poderia se agravar caso algo acontecesse com o empresário. “Se algo acontecesse com ele, o caos se instalaria”, destacou Haddad, enfatizando que o Brasil não pode “politizar investigações criminais”.
A Polícia Federal iniciou a Operação Compliance Zero para investigar a rede de influência de Vorcaro, que se estende a diversas autoridades, incluindo senadores e ministros do Poder Judiciário. As transações sob investigação somam cerca de R$ 12,2 bilhões, envolvendo operações do Banco Master e do Banco de Brasília (BRB).
Liquidação do Banco Master
O Banco Master foi liquidado em novembro de 2025, após o Banco Central alegar fraudes e descumprimento de normas do sistema bancário. A Polícia Federal também prendeu o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, em conexão com as investigações.
Haddad reafirmou que não há interferência do governo federal nas investigações da Polícia Federal, que tem autonomia para conduzir os inquéritos. “É preciso investigar e punir quem errou”, concluiu.
Opinião
A situação envolvendo o ex-banqueiro e as declarações de Haddad refletem a complexidade das relações entre finanças e política no Brasil.





