Os riscos que o El Niño pode trazer para o Brasil não incluem Mato Grosso do Sul na rota de impactos severos, conforme divulgado por um grupo técnico nacional responsável pela avaliação climática para este semestre. O monitoramento visa orientar recursos que serão utilizados para mitigar possíveis danos, especialmente em relação aos incêndios florestais no Pantanal.
Uma reunião técnica nacional, que envolveu integrantes do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), e do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da UFRJ, também contou com a participação de representantes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e outros órgãos relevantes.
Riscos de Incêndios no Pantanal
No caso de Mato Grosso do Sul, um dos perigos identificados envolve os incêndios florestais, especialmente no Pantanal, que já enfrentou ocorrências graves em anos anteriores. Além disso, Corumbá registrou seis focos de calor, aumentando a preocupação com a situação. Os alertas estão focados no Parque Nacional do Pantanal Matogrossense e no Parque Nacional da Serra da Bodoquena, com áreas em alerta, mas sem incluir o território pantaneiro integralmente.
O MMA reconheceu que o El Niño deve influenciar o regime de chuvas e temperaturas entre agosto e outubro, com previsão de chuvas abaixo da média na Região Norte e parte do Pantanal, além de temperaturas acima da média no restante do país. O aumento do risco de incêndios florestais é uma preocupação para os próximos meses.
Monitoramento e Preparação
O monitoramento das condições climáticas vem sendo realizado desde janeiro e é utilizado para direcionar políticas de prevenção e articulação entre órgãos federais, estaduais e municipais. O governo federal ainda não anunciou um projeto abrangente de mitigação, embora a Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) tenha encaminhado demandas ao MMA para facilitar o acesso ao Fundo Clima.
Recentemente, a Agência Nacional de Águas (ANA) começou a divulgar relatórios sobre os riscos do El Niño, e a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) está adotando medidas antecipatórias para fortalecer a capacidade de resposta dos entes federativos.
Opinião
O monitoramento contínuo e a preparação para os riscos climáticos são essenciais para proteger o Pantanal e suas comunidades, especialmente diante da previsão de incêndios florestais.





