O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desafiou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, a apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante convenção do PDT em Brasília. Lula afirmou que vencerá as eleições de 2026, mesmo que Rubio “monte um comitê” em favor de seu adversário.
Durante seu discurso, Lula disse: “Se o secretário de Estado americano Marco Rubio quiser vir apoiar o meu adversário, que venha, que monte um comitê, porque a gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia desse país”. A convenção do PDT anunciou apoio à reeleição de Lula, reforçando sua confiança na vitória.
Tarifas e Críticas
A provocação de Lula ocorre em um momento de tensão, após o novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos, que estabelece tarifas de 25% sobre importações brasileiras. Rubio criticou Lula, afirmando que o presidente colocou “seu ego” acima de um possível acordo entre os países.
Rubio declarou: “Hoje, o presidente Trump instruiu o USTR a impor uma tarifa de 25% sobre a maioria das importações brasileiras. Suas políticas econômicas são ruins para os americanos e ruins para os brasileiros”.
Traição e Conflito
Lula também criticou aqueles que, segundo ele, pedem sanções contra o Brasil, afirmando que “antigamente traidor era enforcado”. O presidente enfatizou que “nós não temos o direito de perder essas eleições” e que a vitória é crucial para evitar que ideologias como o negacionismo e o fascismo voltem ao poder.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, apresentou uma notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra Lula, alegando que o presidente incitou ao crime durante suas declarações. Lula, ao criticar Flávio, mencionou o enforcamento de Tiradentes, refletindo sobre as consequências da traição à pátria.
Opinião
A tensão entre Lula e Rubio reflete não apenas disputas políticas internas, mas também a complexidade das relações Brasil-EUA, especialmente em um ano eleitoral decisivo.





