A senadora Soraya Thronicke, do PSB-MS, confirmou sua pré-candidatura à reeleição ao Senado em outubro de 2026. A decisão é parte da aliança entre o PSB e o PT, com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Soraya, que foi eleita pela primeira vez em 2018 com o apoio de Jair Bolsonaro, na época no PSL, afirmou em uma publicação recente: “Se sou pré-candidata à reeleição? Nunca deixei de ser”.
Trajetória e Mudanças
A senadora ocupou o cargo de vice-líder do governo Bolsonaro no Congresso em 2021, defendendo reformas e pautas conservadoras. Contudo, seu distanciamento do ex-presidente começou em 2021, durante a pandemia de Covid-19, quando passou a priorizar a vacinação e criticou a condução da crise sanitária.
Em 2022, Soraya deixou o PSL e migrou para o União Brasil, onde disputou a presidência da República, terminando a eleição em quinto lugar. Durante a campanha, destacou-se em um debate ao confrontar o candidato Padre Kelmon.
No ano seguinte, filiou-se ao Podemos, presidindo o diretório estadual durante as eleições municipais de 2024 e apoiando a candidatura de Beto Pereira à prefeitura de Campo Grande.
Nova Aliança e Críticas
Em abril de 2026, Soraya mudou-se para o PSB, consolidando sua aproximação com o grupo político do vice-presidente Geraldo Alckmin e do presidente Lula. Ao responder críticas sobre suas mudanças de partido, afirmou que “recalculou a rota” e que seus valores e ideias permanecem os mesmos.
A aproximação com o Palácio do Planalto se intensificou em junho, quando a senadora integrou a comitiva presidencial em agenda no Mato Grosso do Sul, posando para fotos ao lado de Lula.
Opinião
A trajetória de Soraya Thronicke reflete as complexidades da política brasileira, onde alianças e mudanças de partido são comuns em busca de apoio e reeleição.





