O prefeito Eraldo Félix (Republicanos) de Érico Cardoso (BA) está no centro de uma polêmica após fazer declarações que foram interpretadas como ameaças a servidores municipais. Em um vídeo publicado ao lado do vice-prefeito Deivison Mendonça (PT) no dia 14 de julho de 2026, Félix afirmou que poderia “mandar embora” quem não apoiar a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
O Ministério Público Eleitoral (MPE) instaurou um procedimento de investigação para apurar as declarações do prefeito. O promotor Victor de Araújo Fagundes, da 111ª Zona Eleitoral de Paramirim, está à frente da análise, que busca verificar se houve coação eleitoral e uso indevido da estrutura da prefeitura para influenciar a liberdade de escolha dos servidores.
Declarações e Repercussão
Durante a gravação, Eraldo Félix comparou a política a uma partida de futebol, afirmando que, dentro da administração, “só tem um técnico”. Ele disse que a intenção era deixar “as regras claras” antes do período eleitoral. O prefeito declarou: “Quem não tiver a fim de fazer parte desse time, pede para sair logo agora”. Essa fala gerou preocupações sobre possíveis pressões sobre os servidores.
Legislação e Investigação
A legislação eleitoral proíbe qualquer forma de pressão ou coação sobre eleitores, garantindo que o voto seja livre e secreto. O MPE, em nota oficial, destacou que o procedimento foi instaurado no dia seguinte às declarações, com a remessa do expediente ao Procurador Regional Eleitoral para a adoção das medidas judiciais necessárias.
A Gazeta do Povo tentou contato com o gabinete do prefeito para obter uma manifestação sobre as declarações e a investigação do MPE, mas não obteve resposta até o fechamento da matéria.
Opinião
A situação evidencia a tensão política em Érico Cardoso e a importância de garantir a liberdade de expressão e escolha dos servidores públicos em um período eleitoral.





