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Elza Berquó, demógrafa fundamental, falece aos 100 anos em São Paulo

Elza Berquó, demógrafa fundamental, falece aos 100 anos em São Paulo

Faleceu em 16 de outubro de 2023, em São Paulo, aos 100 anos, a demógrafa Elza Salvatori Berquó. Professora e cientista, Elza se destacou na análise de dados demográficos e censitários, atuando por décadas para compreender as transformações que marcaram o Brasil entre as décadas de 1960 e 2000.

Natural de Guaxupé (MG), Elza formou-se em Matemática na Universidade Católica de Campinas e concluiu seu mestrado em Estatística na Universidade de São Paulo (USP) em 1949. Em 1965, destacou-se ao analisar o desenvolvimento da população paulista a partir dos censos de 1940 e 1950. Sua trajetória acadêmica incluiu uma especialização em Bioestatística na Columbia University, EUA, em 1950.

Contribuições e Legado

Elza foi uma das fundadoras do Núcleo de Estudos de População da Unicamp (Nepo-Unicamp), que desde 2014 leva seu nome, e participou da fundação do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) em 1969, ao lado de importantes intelectuais como Fernando Henrique Cardoso e Octávio Ianni. Ela também foi a primeira presidente da Comissão Nacional de População e Desenvolvimento (CNPD), criada em 1995, onde defendeu direitos reprodutivos e políticas públicas baseadas em evidências.

Em sua homenagem, o presidente da CNPD, Richarlls Martins, ressaltou que Elza “acreditou profundamente no Brasil” e contribuiu para a ampliação dos direitos humanos. A atual coordenadora do Nepo, Gláucia Marcondes, também destacou a importância de celebrar suas conquistas e legado como uma “cientista inspiradora”.

Opinião

A perda de Elza Berquó é um luto profundo para a ciência brasileira, que agora deve honrar seu legado e continuar sua luta por direitos e políticas públicas justas.