Economia

EUA impõem taxa de 25% sobre produtos brasileiros e Fiesp lamenta decisão

EUA impõem taxa de 25% sobre produtos brasileiros e Fiesp lamenta decisão

O governo dos Estados Unidos anunciou na madrugada do dia 16 de novembro de 2023 uma nova taxação de 25% sobre produtos brasileiros. A medida foi determinada pelo presidente Donald Trump e gerou reações negativas entre entidades que representam diversos setores da indústria brasileira.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) lamentou a aplicação da sobretaxa, afirmando que a decisão é “especialmente prejudicial” ao limitar-se unilateralmente ao Brasil, o que afeta a competitividade do país frente a concorrentes globais. A Fiesp reafirmou seu compromisso com a diplomacia empresarial e pretende trabalhar de forma construtiva junto a parceiros nos EUA para reverter ou mitigar as tarifas.

Impacto nas Exportações

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) também se manifestou sobre a nova taxação, expressando preocupação com o aumento das tarifas dos EUA. A Fiemg destacou a importância do diálogo e da cooperação entre Brasil e EUA, especialmente em tempos que exigem responsabilidade nas relações comerciais internacionais.

O presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Ricardo Alban, criticou a aplicação das taxas, ressaltando que 20 dos 27 estados brasileiros já reduziram suas exportações para os EUA no primeiro trimestre. Alban alertou que o cenário tende a piorar, corroendo ainda mais a competitividade da indústria brasileira.

Produtos Isentos

A nova taxa de 25% entrará em vigor a partir de 22 de julho de 2024 e incidirá sobre produtos que não estão na lista de exceção. Contudo, mais de 2 mil itens estão isentos da sobretaxa, incluindo produtos como café, suco de laranja e carne bovina, que são considerados de grande importância para o mercado norte-americano e não são produzidos em larga escala pelos EUA.

Opinião

A nova taxação imposta pelos EUA demonstra a fragilidade das relações comerciais e a necessidade urgente de um diálogo mais efetivo para proteger a indústria brasileira.