Após o anúncio do tarifaço de 25% pelos Estados Unidos em 15/07/2026, o governo Lula se mobiliza para mitigar os impactos econômicos dessa decisão. O Palácio do Planalto revelou que planeja três frentes de reação para enfrentar essa nova barreira comercial imposta pelo governo norte-americano.
Medidas em resposta ao tarifaço
Entre as principais ações estão o acionamento da Lei da Reciprocidade, que permite ao Brasil impor tarifas equivalentes sobre produtos americanos, a reativação do Plano Brasil Soberano, criado para socorrer empresas afetadas por tarifas anteriores, e o questionamento da legalidade das novas tarifas na Organização Mundial do Comércio (OMC).
A nota do governo afirma que “o Brasil iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional“. No entanto, o processo pode ser demorado e enfrentar obstáculos, como o ‘defeso eleitoral’, que limita a implementação de medidas imediatas.
Retomada do Plano Brasil Soberano
O Plano Brasil Soberano será reativado para oferecer suporte às empresas impactadas. Esse plano inclui linhas de crédito via BNDES e o Fundo Garantidor de Exportações (FGE), além de medidas para adaptar a cadeia produtiva e proteger empregos. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, enfatizou a necessidade de proteger as empresas, mas com cautela, avaliando o impacto das medidas.
Questionamento na OMC e Seção 301
O governo também planeja contestar a base legal usada pelos EUA, a Seção 301 da Lei de Comércio americana, que é considerada incompatível com as regras do comércio multilateral. Contudo, o processo na OMC é conhecido por sua lentidão e pode levar anos para uma resolução.
Motivos do tarifaço segundo os EUA
O USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) citou seis focos de suposta prática desleal por parte do Brasil, incluindo questões relacionadas ao sistema de pagamentos digitais, barreiras ao etanol norte-americano, e desmatamento ilegal. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, criticou Lula, afirmando que o presidente brasileiro priorizou seu ego em detrimento de um acordo benéfico para o povo brasileiro.
Opinião
A reação do governo Lula ao tarifaço dos EUA é crucial para a defesa da economia brasileira, mas os desafios são significativos e exigem um planejamento cuidadoso.





