Política

Governo Lula reage ao tarifaço dos EUA e culpa família Bolsonaro por investigações

Governo Lula reage ao tarifaço dos EUA e culpa família Bolsonaro por investigações

O governo Lula (PT) reagiu de forma contundente ao anúncio feito pelos Estados Unidos sobre a imposição de uma sobretaxa de 25% sobre as importações provenientes do Brasil, classificando a medida como um “marco lastimável” nas relações bilaterais. Em nota, o Palácio do Planalto informou que iniciará os trâmites para acionar a Lei da Reciprocidade, que permite ao Brasil aplicar medidas equivalentes contra países que impõem restrições comerciais unilaterais.

O governo também fez duras acusações à família Bolsonaro, afirmando que ela colaborou ativamente com investigações americanas que prejudicaram o país por objetivos eleitorais, chamando-os de “falsos patriotas”. “É triste constatar que o lamentável desfecho das investigações baseadas na Seção 301 faz parte do enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro… Não se pode amar o Brasil apenas quando vencemos eleições”, destacou a nota oficial.

Reações e Estratégias do Governo

Em um discurso na audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), o pré-candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, defendeu o adiamento do tarifaço, argumentando que a nova sanção beneficiaria Lula nas eleições. Ele enfatizou que “impor agora uma tarifa que seria difícil de reverter” seria o pior momento possível para agir.

Na madrugada do dia 16, o Secretário de Estado americano, Marco Rubio, criticou Lula, afirmando que o presidente colocou seu “ego à frente de fechar um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro”. O chefe do USTR, Jamieson Greer, também declarou que houve falta de empenho do governo brasileiro nas negociações para melhorar a relação comercial entre os países.

Medidas e Isenções

Os EUA determinaram que as tarifas entrarão em vigor no dia 22 de julho de 2026, justificando que as consultas com o Brasil não resolveram satisfatoriamente as preocupações americanas sobre o acesso ao mercado de etanol e proteção de propriedade intelectual. Apenas produtos que já estiverem em trânsito e chegarem aos portos dos EUA até 29 de julho de 2026 estarão isentos do novo imposto.

Além de acionar a Lei da Reciprocidade, o governo brasileiro questionará a legalidade das tarifas sob as regras do comércio multilateral na Organização Mundial de Comércio (OMC). O Plano Brasil Soberano será reforçado para proteger setores produtivos afetados pelas tarifas, visando preservar a capacidade industrial e a renda da população.

Opinião

A situação atual entre Brasil e Estados Unidos destaca a complexidade das relações comerciais e a necessidade de um diálogo mais eficaz para evitar sanções que possam prejudicar ambos os países.