A equipe do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), anunciou que obteve sucesso na Justiça ao derrubar 21 publicações de oposição nas redes sociais. As decisões liminares foram emitidas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP), que considerou as postagens como propaganda eleitoral antecipada e impulsionamento ilegal de conteúdo contra adversários.
Entre as decisões, uma delas impôs uma multa de R$ 10 mil ao deputado estadual Emídio de Souza (PT), que é coordenador do programa de governo da pré-campanha de Fernando Haddad. A defesa de Emídio alegou que o conteúdo se tratava de uma “manifestação satírica” e buscou a proteção da liberdade de expressão, argumentando que o vídeo tinha um caráter caricatural.
Alvos e Ofensiva Organizada
As ações judiciais foram impetradas pelo diretório estadual do Republicanos e tiveram como alvos publicações de deputados do PT, como Antonio Donato e Jilmar Tatto, além de páginas apócrifas e independentes. Donato se manifestou, afirmando que Tarcísio e a extrema direita falam em liberdade de expressão, mas não suportam a verdade e, por isso, apelam para a censura.
A pré-campanha de Tarcísio classificou as ações como uma “ofensiva organizada” contra o governador, denunciando o uso de perfis anônimos e a disseminação de “desinformação”. Em junho, foi revelado que R$ 1,29 milhão foram investidos em ataques nas redes sociais, utilizando perfis fantasmas na plataforma da Meta, que não se manifestou sobre o caso.
Opinião
A situação revela a tensão crescente nas disputas eleitorais, onde a liberdade de expressão e a desinformação se entrelaçam, exigindo um debate mais profundo sobre os limites da crítica política.





