Caminhoneiros autônomos iniciaram, na madrugada do dia 13 de julho de 2026, uma mobilização para pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (Republicanos-AP), a colocar em votação a medida provisória que estabelece uma série de regras para o transporte de cargas no país, a chamada MP do Frete. A mobilização, conforme apurado pela Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), não bloqueia rodovias e nem acesso a portos, mas se manifesta de forma pontual no porto de Santos, no litoral de São Paulo.
O terminal é o mais importante do Brasil, com a entrada e saída de caminhões ocorrendo normalmente. A MP do Frete perde validade em 16 de julho de 2026 se não for analisada pelo Congresso, o que gera preocupação entre sindicatos e associações de motoristas autônomos. Há expectativa de que Alcolumbre pautará a proposta ainda nesta semana, antes do prazo de vencimento.
O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, afirmou que a categoria decidiu pela mobilização devido à inação do Senado. “Essa paralisação não é feita por decisão do sindicalista A ou B. Quem causou essa paralisação foi o Alcolumbre”, disse ele em entrevista ao site ICL Notícias.
A MP do Frete aborda mudanças significativas para o setor de transporte rodoviário de cargas, incluindo regras sobre o custo mínimo do frete e um salário-base de R$ 5 mil para motoristas celetistas. A CNTA expressou sua preocupação com a falta de deliberação e alertou que a ausência de votação pode intensificar a insatisfação da categoria, levando a manifestações espontâneas.
Em um vídeo divulgado, o presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira, Luciano Santos, reforçou a pressão sobre o Senado, afirmando que a responsabilidade pela não votação recairá sobre Alcolumbre. Lideranças do setor afirmam que a paralisação não está restrita aos caminhoneiros que atuam nos portos, mas é uma mobilização geral.
No estado de Mato Grosso do Sul, caminhoneiros aguardam o avanço do movimento em Santos para decidir se paralisam suas atividades. Alcolumbre já sinalizou a possibilidade de pautar a proposta nos próximos dias, e os caminhoneiros esperam que isso aconteça.
Opinião
A mobilização dos caminhoneiros reflete a urgência em garantir direitos e condições justas de trabalho, destacando a importância da atuação do Senado em momentos críticos.





