A dívida pública brasileira deve encerrar o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um dos piores patamares das últimas décadas, conforme levantamento do Farol da Oposição, do Instituto Teotônio Vilela, com base em dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).
O endividamento bruto do país saltará de 83,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022 para 96,5% do PIB em dezembro de 2026, representando um aumento de 12,6 pontos percentuais e colocando o Brasil como o segundo país do G20 com maior crescimento da dívida pública no período, atrás apenas da China.
Cenário Fiscal Preocupante
Os dados divulgados pelo site Poder360 indicam que o desempenho brasileiro é pior do que o de outras economias emergentes, como África do Sul (8,2%), México (8,9%) e Argentina (-13,9%), que conseguiram conter melhor a expansão do endividamento.
As projeções do FMI indicam que a trajetória de alta deve continuar, com a dívida pública atingindo 105,5% do PIB até o fim da próxima gestão presidencial. Para estabilizar a dívida, seria necessário um superávit primário de 2,1%% do PIB por ano.
Desafios Fiscais e Projeções Futuras
O Instituto Fiscal Independente (IFI) do Senado também aponta para déficits primários permanentes e crescentes, dificultando o cumprimento das metas fiscais. Em seu relatório, a IFI projeta que a dívida bruta poderá atingir 102% do PIB em 2032 e 115% do PIB em 2036, mantendo a trajetória de crescimento das contas públicas brasileiras.
Além disso, a IFI considera riscos externos, como os impactos dos conflitos no Oriente Médio sobre os preços do petróleo, que podem afetar ainda mais as contas públicas.
Opinião
A situação fiscal do Brasil exige atenção e ações imediatas para evitar que a dívida pública se torne insustentável, comprometendo o futuro econômico do país.





