Um estudo recente do Instituto Millenium destacou a desigualdade no poder de compra entre trabalhadores de diferentes países, especialmente em relação ao ingresso premium para a final da Copa do Mundo 2026, que custa cerca de US$ 10 mil.
De acordo com a pesquisa, um trabalhador brasileiro que recebe o salário mínimo de US$ 270 precisaria trabalhar mais de três anos para conseguir comprar o bilhete. Em contraste, um trabalhador alemão, com um salário mínimo de US$ 2.350, conseguiria adquirir o ingresso em apenas quatro meses.
Comparação com outros países
O levantamento revelou que a situação é semelhante para outros trabalhadores. Um trabalhador mexicano, com salário mínimo de US$ 420, levaria aproximadamente dois anos para comprar o ingresso. Já o trabalhador americano, com um salário mínimo de US$ 1.257, precisaria de cerca de oito meses.
Esses dados evidenciam um dos principais desafios econômicos do Brasil: a necessidade de elevar a produtividade para melhorar os salários. O CEO do Instituto Millenium, Ricardo Gomes, ressaltou que a diferença no poder de compra não é apenas uma questão de salários, mas também de produtividade e eficiência econômica.
Desafios econômicos e soluções
Gomes afirmou que aumentar o salário mínimo por decreto não resolverá o problema, já que salários mais altos refletem economias mais produtivas. Ele destacou que o Brasil precisa criar condições para que os salários cresçam de forma sustentável, o que envolve melhorias na educação, segurança jurídica e inovação.
O professor de economia Claudio Shikida também comentou sobre a importância de melhorar a produtividade, afirmando que o aumento salarial deve ocorrer sem gerar pressões inflacionárias.
Opinião
A discrepância no poder de compra entre brasileiros e trabalhadores de países desenvolvidos é alarmante e evidencia a urgência de políticas que promovam a produtividade e a valorização do trabalho no Brasil.





