A eleição de 2026 para a presidência da República promete ser polarizada, com Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) como os principais candidatos. Ambos enfrentam uma taxa de rejeição que supera 50% do eleitorado, conforme indicam as pesquisas mais recentes.
Taxas de rejeição alarmantes
As pesquisas Datafolha e Quaest revelam que a rejeição de Flávio Bolsonaro chegou a 56% em maio de 2026 e, segundo a pesquisa Datafolha, aumentou de 45% em março para 48% em junho do mesmo ano. Por outro lado, a rejeição de Lula é de 53%, conforme apontou a pesquisa Quaest, que entrevistou 2.004 pessoas entre 5 e 8 de junho de 2026.
Desafios para os candidatos
Ambos os candidatos enfrentam o desafio de conquistar o voto dos eleitores independentes, que não se identificam com nenhum dos lados. O cientista político Leandro Consentino destaca que a rejeição tem sido um fator decisivo nas eleições desde 2018, e quem conseguir reduzir sua rejeição até o pleito pode sair vitorioso. Em 2022, Lula venceu Jair Bolsonaro por uma margem de 2.139.645 votos.
Conflitos internos e herança de rejeição
Flávio Bolsonaro herdou tanto os apoiadores quanto os críticos de seu pai, Jair Bolsonaro, o que complica sua trajetória eleitoral. O professor Mário Sérgio Lepre aponta que os conflitos internos, como o recente desentendimento entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, podem afetar sua base de apoio e aumentar a rejeição.
Metodologia das pesquisas
A pesquisa Quaest foi realizada entre 5 e 8 de junho de 2026, com uma margem de erro de 2 pontos percentuais. Já a pesquisa Datafolha, realizada entre 3 e 5 de março de 2026, também contou com 2.004 entrevistados e uma margem de erro similar.
Opinião
A crescente rejeição a Flávio Bolsonaro e Lula indica que a próxima eleição pode ser mais sobre evitar o voto negativo do que conquistar o positivo, refletindo um cenário político polarizado e tenso.





