A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, em 09 de julho de 2026, a Operação Monã para investigar fraudes na concessão de benefícios do INSS a comunidades indígenas na Bahia. A operação cumpre 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Eunápolis e Porto Seguro.
A investigação apura a emissão de declarações de falso pertencimento a comunidades indígenas, com o objetivo de obter benefícios como aposentadoria rural e salário-maternidade. Além disso, há suspeitas de que o grupo tenha atuado na contratação irregular de empréstimos consignados vinculados aos benefícios fraudulentos.
Até o momento, a Justiça bloqueou R$ 1,5 milhão e afastou dois servidores públicos suspeitos de envolvimento no esquema. As investigações indicam que os envolvidos podem ter desviado mais de R$ 100 milhões dos cofres públicos.
As cidades de Eunápolis e Porto Seguro abrigam mais de 23 mil indígenas das etnias Pataxó e Tupinambá, que estão no centro dessa investigação. Os investigados poderão enfrentar acusações de estelionato previdenciário, associação criminosa, corrupção ativa e passiva.
Fraude Bilionária
Este novo esquema se junta a outros casos revelados pela Polícia Federal, que já identificou fraudes que somam altos valores desviados do governo. Em 2025, a Operação Sem Desconto expôs um esquema que resultou em um desvio de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas, levando à suspensão de acordos de descontos associativos pelo INSS.
Opinião
A descoberta de fraudes no INSS ressalta a importância de um sistema de controle mais rigoroso para proteger os direitos dos beneficiários e garantir que os recursos públicos sejam utilizados de maneira adequada.





