Robson Dantas Moreira, de 35 anos, foi morto na manhã do dia 08 de março de 2023, durante uma ação da Operação Protetor das Fronteiras em Ponta Porã, parte do programa Brasil contra o crime organizado. O indivíduo estava usando uma tornozeleira eletrônica, cumprindo pena por sua participação na execução do investigador de Polícia Judiciária, Wescley Vasconcelos Dias, que foi assassinado em 06 de março de 2018.
A operação foi coordenada pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), vinculada à Coordenação-Geral de Fronteiras (CGFron) e à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Segundo informações da Polícia Civil, agentes da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (Derf) se deslocaram até Ponta Porã após receberem informações sobre um homem armado e com entorpecentes na região.
Durante a abordagem, Robson reagiu e portava uma arma de fogo, o que resultou em sua morte após a intervenção policial. Os agentes prestaram socorro imediato, mas ele não resistiu aos ferimentos. A polícia apreendeu a arma e substâncias entorpecentes, que serão periciadas.
Histórico Criminal
Wescley Vasconcelos Dias, o policial que Robson ajudou a executar, foi morto em uma emboscada em 2018, enquanto dirigia uma viatura com uma estagiária. O crime gerou grande repercussão e foi caracterizado como uma execução, resultando em uma força-tarefa para capturar os responsáveis. O principal suspeito, Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, conhecido como ‘Minotauro’, foi apontado como mentor do crime.
A morte de Wescley, que deixou um filho pequeno, mobilizou a comunidade e o Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul (Sinpol/MS) para arrecadar fundos para a família do policial.
Opinião
A morte de Robson Dantas Moreira levanta questões sobre a eficácia das operações policiais na região de fronteira e a continuidade da luta contra o crime organizado.





