A Promotoria de Justiça de Limeira denunciou, em 7 de novembro, quatro pessoas pelo envolvimento na morte de Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, durante um salto de rope jump em 13 de junho. O salto foi realizado em um viaduto desativado conhecido como Ponte do Esqueleto, onde a jovem foi arremessada sem a devida segurança.
Segundo o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), três dos denunciados poderão responder por homicídio com dolo eventual, qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A quarta pessoa é acusada do mesmo crime, mas por omissão imprópria, uma vez que era responsável pela segurança dos participantes e por fraude processual.
Maria Eduarda havia pago por um salto que, segundo a investigação, era realizado sem a estrutura adequada e sem seguir os protocolos básicos de segurança. Durante a atividade, a vítima foi submetida à modalidade conhecida como “aviãozinho”, onde os operadores erguem o praticante e o projetam da estrutura. Infelizmente, a corda de segurança não estava conectada ao peitoral de Maria, resultando em uma queda de aproximadamente 30 metros e em sua morte por politraumatismo.
O MPSP destacou que os responsáveis estavam cientes dos riscos envolvidos, mas falharam em adotar as medidas de segurança necessárias, como a verificação da conexão da corda e a checagem dos equipamentos. Além disso, a organizadora do evento foi acusada de não interromper a atividade mesmo após ter conhecimento de falhas operacionais anteriores.
Outro ponto grave mencionado na denúncia foi a tentativa de obstrução da investigação. A organizadora do evento foi acusada de fraude processual ao determinar a localização da câmera GoPro utilizada por Maria e excluir o conteúdo dela, dificultando a elucidação dos fatos. O equipamento permanece desaparecido.
Requerimentos do MPSP
O MPSP solicitou a manutenção da prisão preventiva dos três homens denunciados e a conversão da prisão temporária da mulher em preventiva. Além disso, os promotores pediram ao Judiciário que fixe em R$ 200 mil a reparação pelos danos causados pela morte de Maria Eduarda.
Opinião
A gravidade dos fatos expostos pela denúncia do MPSP revela a necessidade urgente de regulamentação e fiscalização rigorosa em atividades de aventura, que não podem colocar em risco a vida dos participantes.





