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Polícia Civil investiga atentado em Ladário que matou PM Marcelo Pimenta

Polícia Civil investiga atentado em Ladário que matou PM Marcelo Pimenta

No dia 30 de junho, um atentado em Ladário resultou na morte do policial militar Marcelo Pimenta, de 32 anos. O ataque, realizado por três criminosos, envolveu o uso de armamento pesado, incluindo um fuzil HK417, de origem alemã, que é normalmente utilizado por tropas de elite em ações de contraterrorismo.

O policial foi morto enquanto tentava barrar a fuga dos suspeitos durante uma ronda do Grupamento Especializado Tático em Apoio Motociclístico (Getam). A Polícia Militar informou que o fuzil apreendido é de uso restrito e possui alto poder de precisão, o que torna sua apreensão crucial na luta contra o crime organizado.

As investigações revelaram que os envolvidos no atentado têm ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O ataque ocorreu em um contexto de disputa entre facções criminosas na região. O comandante do 6º Batalhão da Polícia Militar de Corumbá, tenente-coronel Samuel Castilho, destacou a necessidade de redobrar a atenção nas abordagens devido ao aumento do poder de fogo da criminalidade.

Operação policial

Uma operação envolvendo mais de 100 policiais foi montada após o ataque, resultando na apreensão de diversas armas, incluindo uma carabina M4, pistolas e munições de diferentes calibres. Todo o material bélico foi encontrado em uma casa na Rua Joaquim Murtinho, onde estava escondido em sacos.

Durante as apurações, a Polícia Civil identificou Everton da Silva Viana, de 40 anos, e Rubens Zilio Neto como os principais suspeitos do atentado. Everton foi alvejado e morreu após uma luta corporal com um policial durante uma tentativa de furto de arma. Rubens permanece preso e já tinha um mandado de prisão em aberto.

Prisão de Kalissa

A namorada de Everton, Kalissa das Neves Guadalupe, de 33 anos, também foi presa durante a operação. O flagrante contra ela foi convertido em prisão preventiva, pois o armamento encontrado estava em sua residência. A Polícia Civil de Corumbá abriu um inquérito para investigar o caso, que inclui acusações de posse ilegal de arma de fogo, homicídio qualificado e tráfico de drogas.

Opinião

A violência e o uso de armamento pesado em crimes como o atentado em Ladário revelam a urgência de ações efetivas para combater o crime organizado e proteger as forças de segurança.