Rubens Zilio Neto, de 35 anos, preso pelo envolvimento na morte do soldado da Polícia Militar, Marcelo Pimenta da Silva, de 32 anos, em Corumbá, morreu na tarde do último sábado (4) enquanto era transferido para o presídio de Campo Grande. O incidente ocorreu em um posto de combustível próximo à ponte sobre o Rio Paraguai, onde o comboio policial foi surpreendido por tiros de arma de fogo de grosso calibre.
Durante a parada para troca de um pneu, Rubens foi levado ao banheiro e foi atingido, não resistindo aos ferimentos. Nenhum policial ficou ferido na emboscada. As autoridades realizaram buscas na área, mas não localizaram suspeitos. Um oficial do 6º BPM, o delegado da Polícia Civil e a equipe da Perícia Criminal estiveram no local para os procedimentos necessários.
O assassinato de Marcelo Pimenta
A morte do policial Marcelo Pimenta ocorreu em 1 de julho, durante um ataque a tiros em Ladário. O crime foi motivado por uma briga interna entre supostos integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), que dispararam contra uma residência. Na ocasião, Marcelo e outros policiais foram alvejados ao atender a ocorrência. O PM foi levado à Santa Casa de Corumbá, onde não sobreviveu.
Após o ataque, a polícia mobilizou mais de 100 policiais, incluindo o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e outras forças de segurança. Durante a operação, dois homens foram localizados, incluindo Rubens, que já tinha passagens pela polícia. Outro suspeito permanece foragido.
Armas e prisões
Durante as investigações, o armamento utilizado no ataque foi encontrado em uma casa na Rua Joaquim Murtinho, pertencente à namorada de um dos suspeitos. Kalissa das Neves Guadalupe, de 35 anos, foi presa em flagrante com armamento ilegal, incluindo fuzis e munições. O comandante do 6º BPM, tenente-coronel Samuel Castilho, destacou o trabalho conjunto das forças de segurança para combater a criminalidade na região.
Opinião
A situação em Corumbá evidencia os desafios enfrentados pelas forças de segurança no combate ao crime organizado, especialmente em áreas de fronteira. A tragédia que envolveu os policiais ressalta a necessidade de um trabalho contínuo e colaborativo entre as instituições de segurança pública.





