O governo brasileiro enviou, em 1º de julho de 2026, uma resposta oficial à investigação comercial aberta pelo Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), contestando as acusações de práticas desleais e solicitando a suspensão da proposta de impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
O Ministério das Relações Exteriores argumenta que a investigação não apresenta provas de que as políticas adotadas pelo Brasil sejam discriminatórias ou causem prejuízo ao comércio norte-americano. O governo brasileiro destaca que a investigação extrapola os limites da legislação dos EUA e não poderia ser utilizada apenas para questionar decisões de um país soberano.
Argumentos do Brasil
Na manifestação, o Brasil afirma que a Seção 301 do Trade Act de 1974 não autoriza o USTR a impor ações comerciais apenas por discordâncias políticas. O documento também ressalta que a relação comercial entre os dois países é positiva, com um superávit comercial em 2024.
O Brasil pede que as divergências sejam resolvidas por meio da Organização Mundial do Comércio (OMC) e não por medidas unilaterais. O governo brasileiro contesta a ideia de que suas políticas sejam “irracionais” ou “discriminatórias”, afirmando que a investigação baseia-se em um conjunto limitado de disputas de alta visibilidade.
Defesa do sistema PIX
Um dos principais pontos contestados é o PIX, que o governo americano citou na área de comércio digital. O Itamaraty defende que o sistema é aberto, não discrimina empresas estrangeiras e permite a operação normal de companhias como Google Pay e Visa, além de ter ampliado a concorrência e fortalecido a inclusão financeira.
O governo brasileiro também rebate críticas relacionadas a acordos comerciais, combate à corrupção, propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal, afirmando que suas ações têm avançado desde 2023, com uma queda do desmatamento na Amazônia e no Cerrado.
Pedido de suspensão
Ao final da manifestação, o Brasil solicita que os Estados Unidos desistam da proposta de tarifa e retomem as negociações bilaterais. O governo brasileiro acredita que a investigação não demonstra que suas políticas violem as regras do comércio internacional ou justifiquem sanções contra o Brasil.
Opinião
A resposta do Brasil reflete uma postura firme em defesa de sua soberania e de seus interesses comerciais, buscando manter um diálogo construtivo com os Estados Unidos.





