Internacional

Putin lança mega-ataque aéreo contra Kiev e Polônia mobiliza caças em alerta

Putin lança mega-ataque aéreo contra Kiev e Polônia mobiliza caças em alerta

Na noite de 1º e madrugada de 2 de novembro de 2023, as forças de Vladimir Putin realizaram um mega-ataque aéreo contra a Ucrânia, focando principalmente a capital Kiev. Este ataque é considerado um dos maiores desde o início da guerra em 2022 e envolveu o uso de drones suicidas Gerânio-2 e mísseis hipersônicos Tsirkon.

O ataque começou com uma onda de centenas de drones, que saturaram as defesas aéreas ucranianas. Em Kiev, foram registrados 20 ataques até a primeira metade da madrugada, resultando em incêndios em áreas centrais da cidade. Dois edifícios, o CityHotel Residence e a torre comercial Tarian, foram atingidos, deixando ao menos seis mortos e feridos, cujo número não foi divulgado.

O metrô da capital ficou abarrotado de pessoas em busca de abrigo, levando as autoridades a sugerirem outros locais de proteção devido à superlotação. A Polônia também reagiu ao ataque, mobilizando caças para monitorar a possível intrusão de drones russos em seu espaço aéreo, lembrando que, no ano anterior, 21 drones haviam cruzado a fronteira polonesa durante um ataque similar.

A ação do Kremlin é uma retaliação à campanha de Volodimir Zelenski contra o sistema energético russo, que tem causado grande disrupção nas operações do país invasor. A Crimeia, anexada por Moscou em 2014, decretou estado de emergência em resposta aos ataques, enquanto Putin minimizou a situação, chamando os ataques de “distrações” que não o afastariam de seus objetivos no Donbass e na Nova Rússia.

Relatos indicam que, nas últimas semanas, as forças russas avançaram na região de Donetsk, com operações pontuais que levantam preocupações sobre a escalada do conflito. Além disso, há temores de que Putin possa considerar o uso de armas nucleares táticas como resposta ao aumento das ações ucranianas, refletindo a crescente tensão na região.

Opinião

A intensificação dos ataques aéreos pela Rússia e a mobilização da Polônia mostram como o conflito na Ucrânia continua a se agravar, exigindo atenção e ação da comunidade internacional.