Política

Dario Durigan tenta frear ‘pautas-bomba’ em contato com Davi Alcolumbre e Hugo Motta

Dario Durigan tenta frear 'pautas-bomba' em contato com Davi Alcolumbre e Hugo Motta

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, está em uma intensa missão para sensibilizar os líderes do Congresso sobre os riscos futuros das chamadas “pautas-bomba”. Em entrevista à TV Record, Durigan revelou que mantém contato frequente com Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e Hugo Motta, presidente da Câmara, para apresentar os números do governo e tentar conter iniciativas que comprometam as contas nacionais.

Durigan destacou a importância de pensar no futuro, especialmente em ano eleitoral, quando parlamentares tendem a atender a diversas demandas. “Temos conseguido reduzir a velocidade com que essas medidas tramitam no Congresso“, afirmou o ministro.

Fim da Escala 6 por 1

Durante a entrevista, Durigan também se manifestou sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa o fim da escala 6 por 1, que foi aprovada na Câmara e agora aguarda análise no Senado. Ele afirmou que não haverá aumento do desemprego com essa mudança, já que o mercado de trabalho está em um momento aquecido, com mais de 100 milhões de trabalhadores ativos. “Três em cada dez trabalhadores estão na escala 6 por 1”, revelou Durigan, enfatizando que a proposta é uma oportunidade para reduzir desigualdades.

Dívidas Rurais e Combustíveis

O ministro também comentou sobre a possibilidade de apresentar uma medida provisória relacionada às dívidas rurais, mas enfatizou que o governo não descarta um texto originário do parlamento. Ele reiterou a necessidade de um apoio equilibrado aos agricultores em dificuldades, evitando um suporte excessivo que possa prejudicar a economia.

Além disso, Durigan anunciou que a subvenção à gasolina está atualmente em R$ 0,44 por litro, e que o governo retirou o subsídio de R$ 0,35 por litro de diesel em resposta à queda do preço do barril de petróleo no mercado internacional.

Opinião

A atuação de Dario Durigan no Congresso reflete a necessidade de um diálogo constante e estratégico para preservar a saúde fiscal do país, especialmente em tempos de incertezas políticas e econômicas.