O governo Lula registrou um débito primário de R$ 53,3 bilhões em maio de 2026, o pior desempenho para o mês desde 2024, conforme divulgado pelo Tesouro Nacional. Essa situação foi impulsionada pela queda de R$ 6,7 bilhões nos repasses do BNDES, que afetou diretamente as receitas do governo.
Do lado das despesas, o BNDES também teve um papel significativo, com a operação do Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), que recebeu um aporte de R$ 2 bilhões para facilitar o acesso ao crédito para micro, pequenas e médias empresas. Essa medida foi implementada em resposta à tensão no Oriente Médio.
Descompasso entre receitas e despesas
Nos últimos 12 meses, o governo enfrentou um descompasso preocupante: enquanto a receita aumentou em R$ 10,4 bilhões, as despesas cresceram ainda mais, com um aumento de R$ 21,5 bilhões. Esse crescimento das despesas foi influenciado pelo aumento no número de segurados pela Previdência Social e pelo reajuste do salário mínimo, que superou a inflação.
Pressão sobre a política monetária
A concessão de benefícios pelo governo Lula em um ano eleitoral tem gerado pressão sobre a política monetária. O Comitê de Política Monetária (Copom) expressou preocupações com a disciplina fiscal e, como resultado, a taxa Selic permanece elevada, atualmente em 14,25% ao ano.
Opinião
O cenário fiscal do governo Lula exige atenção redobrada, especialmente com a combinação de aumento de despesas e queda nas receitas, o que pode impactar a economia em diversos níveis.





