Maria do Carmo, de 66 anos, foi encontrada morta na manhã do dia 28 de junho de 2026, em uma chácara na zona rural de Naviraí, a 365 quilômetros de Campo Grande. Este caso é considerado o 13° feminicídio do ano em Mato Grosso do Sul.
Os vizinhos e um dos filhos da vítima foram os primeiros a chegar ao local e encontraram Maria caída no chão, com uma poça de sangue ao redor do corpo. De acordo com relatos, antes do crime, os vizinhos ouviram uma discussão e barulho de uma motocicleta, que indicava a chegada de um homem à casa de Maria.
O boletim de ocorrência revela que os vizinhos notaram a presença de um jovem, que possivelmente mantinha um relacionamento com a vítima. O homem, descrito como de pele morena, magro e de baixa estatura, chegou à chácara por volta das 23h30 do dia anterior e, após a discussão, chutou o portão lateral da residência.
Preocupados, os vizinhos tentaram contatar Maria do Carmo por mensagem, mas não obtiveram resposta. Após encontrá-la morta, os filhos acionaram a Polícia Militar pelo número 190. Ao chegar ao local, os policiais confirmaram que se tratava de um crime e requisitaram a presença da Polícia Civil e da Polícia Científica para investigar o caso.
Durante a perícia, uma espingarda calibre 22 foi encontrada na residência, levantando mais suspeitas sobre as circunstâncias do crime. O feminicídio é caracterizado como o assassinato de uma mulher em razão de seu gênero, sendo um crime hediondo com penas que variam de 20 a 40 anos de reclusão.
Opinião
O aumento dos casos de feminicídio em Mato Grosso do Sul é alarmante e exige uma resposta efetiva das autoridades para proteger as mulheres e combater a violência de gênero.





