A Polícia Federal (PF) deu início à segunda fase da Operação Disclosure, que investiga fraudes na varejista Americanas, após meses de preparativos. No dia 25 de março, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em Rio de Janeiro e São Paulo, atingindo diretamente Carlos Alberto Sicupira, um dos acionistas de referência da empresa, além de ex-conselheiros e executivos de bancos credores.
A investigação, que apura uma fraude estimada em R$ 54 bilhões, teve início após a revelação de irregularidades em 11 de janeiro de 2023. A PF concluiu que a Americanas foi alvo de uma fraude orquestrada pela antiga diretoria, liderada pelo ex-CEO Miguel Gutierrez. A denúncia contra 13 ex-executivos da empresa foi oferecida pelo Ministério Público Federal (MPF) em março, mas ainda não foi recebida pela Justiça.
Desdobramentos da investigação
Além de Sicupira, outros alvos da operação incluem Paulo Lemann, Eduardo Saggioro, José Rudge e executivos do Itaú e Bradesco. A PF acredita que esses investigados tinham conhecimento das fraudes contábeis. A ação surpreendeu os envolvidos, que não esperavam ser alvos de busca e apreensão.
A Americanas tem buscado uma saída da recuperação judicial desde 25 de março, enquanto tenta estabilizar suas operações e manter a confiança de funcionários e fornecedores. Recentemente, a empresa anunciou uma recuperação em seus resultados, com uma venda líquida de R$ 3 bilhões e uma queda de 34% no prejuízo, que agora é de R$ 329 milhões.
Reações e impactos
Os acionistas de referência da Americanas se disseram surpreendidos pela operação e afirmaram que foram enganados pela antiga diretoria. O Itaú e o Santander também se manifestaram, afirmando que colaboram com as investigações e não são investigados diretamente.
Opinião
A situação da Americanas e as investigações em curso geram incertezas sobre o futuro da empresa e a confiança do mercado, exigindo cautela nas decisões judiciais e empresariais.





