Economia

IBGE revela 6,1 milhões de desempregados e taxa de 5,6% no Brasil em maio

IBGE revela 6,1 milhões de desempregados e taxa de 5,6% no Brasil em maio

O IBGE divulgou dados preocupantes sobre o mercado de trabalho no Brasil, apontando que o país encerrou o trimestre de março a maio de 2026 com 6,1 milhões de pessoas desempregadas. A taxa de desocupação ficou em 5,6%, mantendo-se estável em relação ao trimestre anterior e atingindo o menor índice para o mês de maio desde 2012.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando a taxa de desemprego era de 6,2%, houve uma redução de 0,6 ponto percentual. O contingente de desempregados diminuiu em 9,3%, equivalente a 624 mil pessoas a menos em busca de trabalho. A população ocupada chegou a 102,7 milhões de brasileiros, com um crescimento de 558 mil pessoas no trimestre.

Dados sobre a força de trabalho

O analista do IBGE, William Kratochwill, destacou que a estabilidade na variação é sazonal, indicando que o mercado está em uma tendência de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra. O levantamento também mostrou que a quantidade de trabalhadores com carteira assinada se manteve em 39,3 milhões, enquanto a taxa de informalidade foi de 37,3%, representando 38,3 milhões de trabalhadores.

Outro dado relevante é a taxa de subutilização da força de trabalho, que caiu para 13,3%, o menor patamar desde o início da série histórica da pesquisa. Além disso, indicadores como o número de trabalhadores subocupados e pessoas desalentadas também apresentaram redução, sinalizando uma diminuição do contingente de brasileiros que trabalham menos horas do que gostariam ou desistiram de procurar emprego.

Impacto no setor público e informalidade

O número de empregados no setor público cresceu 3,6% em relação ao trimestre anterior, alcançando 13,1 milhões de pessoas. Contudo, o rendimento médio real desse grupo recuou 3,1%, refletindo a entrada de servidores temporários e municipais com salários menores. Apesar disso, trabalhadores com carteira assinada, profissionais por conta própria e trabalhadores domésticos registraram aumento no rendimento médio.

Opinião

Os dados do IBGE revelam um cenário misto no mercado de trabalho brasileiro, onde a redução do desemprego é positiva, mas a alta taxa de informalidade e a queda no rendimento de alguns grupos indicam desafios persistentes.