Santa Catarina

Campo Grande enfrenta caos no asfalto após 21 mm de chuva e contratos prorrogados

Campo Grande enfrenta caos no asfalto após 21 mm de chuva e contratos prorrogados

A madrugada de terça para quarta-feira trouxe 21 milímetros de chuva acumulada em Campo Grande, piorando a situação dos asfaltos na cidade. Com isso, o total de precipitação em junho chegou a 119,3 mm, bem acima dos 43,6 mm esperados, segundo o meteorologista Natálio Abrahão.

Os bairros Santa Fé e Carandá Bosque foram os mais afetados, com acumulados de 152,2 mm. A situação crítica dos buracos se agravou, especialmente na rua Delegado Alfredo Hardman, onde motoristas enfrentam dificuldades para desviar ou passar em baixa velocidade para evitar danos nos veículos.

Dona Maria, proprietária de uma conveniência na região, relatou que a situação dos buracos persiste há meses, sem a intervenção da operação tapa-buraco. “Já vi bastante carro quebrado. E com essa chuva piora a situação”, desabafou. Ela mencionou que muitos motoristas optam por estradas de terra para evitar os buracos.

Contratos prorrogados e gastos elevados

Enquanto a situação dos buracos se agrava, a Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (SISEP), prorrogou por mais um ano dois contratos com a RR Barros Serviços e Construções Ltda, responsável pela manutenção do asfalto. Agora, o vínculo vai até 3 de julho de 2027.

Até o momento, foram gastos R$ 98.328.029,80 nesses contratos, sendo R$ 47.406.332,74 para a manutenção no Centro e R$ 50.921.697,06 na região do Prosa. No dia 17 de junho, um dos contratos sofreu um reajuste de 49%, elevando seu valor para R$ 7.210.847,64.

O aumento foi aplicado apenas quatro meses após a assinatura do contrato original, que era de R$ 4.832.984,29. Em abril, um aditivo já havia aumentado o valor para R$ 5.786.083,88, e antes disso, em fevereiro, houve uma correção de 29,4%, somando mais de R$ 1,4 milhão ao custo total.

Com mais de seis meses ainda para o término do primeiro ano de vigência, já foram empenhados R$ 5.494.763,76, com R$ 3,5 milhões efetivamente pagos à empreiteira, enquanto a cidade enfrenta uma crise de infraestrutura.

Opinião

A situação dos buracos em Campo Grande exige uma resposta urgente das autoridades, especialmente em meio a um cenário de gastos elevados em contratos de manutenção.