A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) protocolou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para anular a busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF) em sua residência. O pedido foi formalizado em 22 de junho de 2026, após o senador ser alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master.
No recurso, a defesa argumenta que Wagner “jamais atuou no Congresso para favorecer o Master”. A única emenda de sua autoria sobre o tema, apresentada à Medida Provisória 1106/2022, tinha como objetivo limitar juros e proteger os consumidores, o que contraria os interesses da instituição financeira investigada.
Em relação aos valores encontrados durante as buscas, o advogado Pablo Domingues defendeu que o dinheiro possui origem lícita e comprovada. Ele esclareceu que parte do montante é proveniente de diárias publicamente declaradas pelo Senado para missões no exterior, enquanto outra parte foi adquirida por meio de operações oficiais com instituições financeiras, todas devidamente registradas. Segundo Domingues, “não há nada a ocultar” e o Ministério Público Federal já havia considerado prematura a apreensão desses bens.
O pedido de anulação será analisado pelo ministro André Mendonça, que é o relator do caso no STF.
Opinião
A situação envolvendo Jaques Wagner e a Operação Compliance Zero levanta questões importantes sobre a atuação da Polícia Federal e os limites das investigações em relação a figuras públicas.





