A Polícia Federal (PF) deflagrou, em 23 de junho de 2026, a Operação Miragem, que investiga fraudes no sistema financeiro supostamente praticadas pelo Banco Digimais, vinculado ao bispo Edir Macedo. O líder religioso não reside no Brasil e, por isso, não foi alvo da operação.
A operação foi autorizada pela Justiça Federal e cumpre nove mandados de busca e apreensão. Além disso, a decisão judicial levantou os sigilos bancário e fiscal dos envolvidos e determinou o bloqueio de até R$ 670 milhões.
Relatórios do Banco Central indicam que houve manipulação de documentos financeiros para mascarar um rombo estimado em R$ 8,5 bilhões. Parte das fraudes estaria relacionada a aplicações em fundos de investimento, semelhante ao que ocorreu no caso do Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Documentos foram apreendidos na sede do Banco Digimais. No dia 8 de abril de 2026, o BTG Pactual anunciou a compra do Digimais, mas a operação ainda precisa ser aprovada pelo Banco Central e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
O Banco Digimais publicou uma nota em sua página inicial, condenando reportagens sobre as supostas irregularidades, alegando que foram produzidas “sem qualquer lastro na realidade”. A instituição reafirma seu compromisso com a segurança e a integridade de suas atividades.
Opinião
A Operação Miragem ressalta a importância da fiscalização no sistema financeiro e a responsabilidade das instituições em manter a transparência.





